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MÃES DA SÉ
Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crian ças Desaparecidas (ABCD), uma entidade sem fins lucrativos, que tem como principal objetivo auxiliar na busca de pessoas desaparecidas

Bianca Rinaldi visita as Mãs da Sé
Em pouco mais de 7 anos de existência, a ABCD/Mães da Sé já cadastrou mais de 5.000 casos de pessoas desaparecidas em todo o Brasil. Desse montante, cerca de 15%, ou 762 casos, foram solucionados.
Com base em sua experiência, adquirida no dia a dia frente à Associação, Ivanise Esperidião da Silva, presidente das Mães da Sé, explica que a grande maioria dos casos inscrita na entidade corresponde ao desaparecimento de crianças e adolescentes, “mais de 70% dos casos”, segundo ela.
Entre as principais causas que estão por trás desses desaparecimentos as 3 mais freqüentes são: fugas, que geralmente ocorrem entre crianças que vivem em situação de risco (abandono material, violência doméstica, desentendimentos familiares); crianças que acabam se perdendo andando nas ruas de grandes cidades (em São Paulo, segundo ela, isso ocorre com alta freqüência); e fugas de pessoas portadoras de deficiência mental.

Aos poucos, ainda de acordo com Ivanise, a entidade está se informatizando. O objetivo, em médio prazo, é classificar por faixa etária, classe social, localização das ocorrências, enfim, traçar um perfil dos casos cadastrados.
O passo seguinte a essa iniciativa é estabelecer formas de atuação diferenciada, personalizada, visando obter um melhor desempenho na elucidação dos casos e na prestação de serviços aos familiares e amigos de desaparecidos.
O site da ABCD relata alguns casos registrados na associação. São histórias tristes, que retratam bem a realidade de quem passa pelo drama de contar com familiares desaparecidos. Nosso objetivo com essa iniciativa não é expor gratuitamente o sofrimento dessas pessoas. Pretendemos que você leitor não apenas se comova, sinta pena, mas que se indigne perante o problema.
O problema do desaparecimento é de todos. Ninguém está livre de passar por uma situação como essa. Cabe às pessoas, empresas e órgãos públicos dialogar no sentido de buscar soluções efetivas para a questão. Afinal, são 204 mil pessoas que desaparecem todos os anos no país. Um número que não é nada desprezível.
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