|
ENVIE SUA MENSAGEM
|
MÃES SOLTEIRAS : CORAGEM DE ASSUMIR
Quando uma mulher solteira engravida, o primeiro problema a resolver é compartilhar essa gestação com o pai da criança. Nem todos têm a ombridade de assumir a criança e, desde muito cedo, a responsabilidade recai totalmente sobre a mulher.
Foi o que aconteceu com a vendedora Vera Cristina Cardoso, 31 anos. Ela engravidou aos 18 anos, quando estava no auge da juventude e cheia de planos para a vida.
O pai da criança, que mora em São Paulo, assumiu parcialmente essa nova responsabilidade e ela teve sua vida totalmente modificada com a chegada do bebê. “Foi complicado deixar tudo para trás e me entregar a esse momento da minha vida”, salienta.
Logo depois que a filha, Luciana Cardoso Alves Serafim, 12 anos, nasceu, Vera deixou a sua cidade do coração, São Paulo, onde havia construído muitos sonhos de juventude, e veio morar em Bauru.
Durante oito anos, ela criou a filha praticamente sozinha. “Tinha a ajuda de meus pais, mas a responsabilidade pela educação, alimentação e criação dela era minha”, destaca.
Para tomar conta da menina, Vera morou sozinha e em república (para diminuir os custos da moradia), trabalhou dobrado, contratou e mandou embora diversas babás, passou noites em claro cuidando de febres intermináveis, perdeu dias de serviço quando uma virose atacava a menina, decidiu escolas, médicos, tudo sem a participação do pai.
O mais complicado, no entanto, foi abrir mão da juventude. Sem ter com quem deixar a filha, ela aproveitou pouco aquela fase onde as pessoas paqueram, namoram, viajam e saem para a balada. “Passava os finais de semana com a minha filha, pois sentia saudade dela durante a semana. Em tudo, ela estava em primeiro lugar na minha vida.”
Hoje, Vera está casada e tem outras duas meninas, Maria Clara, 3 anos, e Alice, 1 ano. “Atravessei períodos de crise, de dificuldade, mas tudo valeu a pena. Amo muito a minha filha”, frisa.
A securitária Márcia Regina Maximo de Godoi, 24 anos, começa a viver a mesma situação de Vera, embora tenha alguns anos a mais que a vendedora- na época em que engravidou.
Grávida de seis meses, ela corajosamente assumiu uma gestação sozinha, sem o apoio do pai da criança.
Tudo começou depois do fim de um relacionamento. “Namorei por seis meses e, um mês depois do fim do namoro, descobri que estava grávida”, conta.
Com o exame nas mãos, ela procurou o ex-namorado, esperando que ele, pelo menos desse o apoio que ela necessitava. “Ele se mostrou outra pessoa, disse que isso ia complicar a vida dele e pediu para que eu tirasse a criança.”
Perplexa com a reação do ex, Márcia se fortaleceu e disse que iria assumir o filho, mesmo correndo o risco de entrar em conflito com a sua família.
Além de não ficar ao lado da ex-namorada, o rapaz ainda está exigindo que Márcia faça um exame de DNA, comprovando a paternidade. “Ele falou que só vai assumir se tiver certeza que o filho é dele”, diz a securitária.
Apesar de estar atravessando um período de turbulência na gravidez, Márcia já assume sua postura de mãe e espera ansiosamente pela chegada de Pedro, que deverá nascer no começo de agosto. “Não vejo a hora dele estar aqui, ao meu lado”, diz.
Fonte : Esta
Editado por
Amor de Filho
|
ENVIE SUA MENSAGEM
|
|
O que só uma mãe é capaz de fazer por um filho

|
| Histórias de mulheres que abriram mão da carreira, da terra natal e da juventude para se dedicar ao filho |
| Rose Araujo |
|
Ser mãe é padecer no paraíso. A frase, usada comumente por todos que querem definir as alegrias e pesares da maternidade, fica ainda mais evidente para determinadas mulheres. Isso porque, além de carregar toda a responsabilidade de ser mãe, elas ainda abrem mão da sua vida em função do filho.
Para a psicóloga Maria Lúcia Biem, a mulher por si só já é feita de emoção. “A maternidade acentua isso e o amor tende a se fortalecer ao logo da gestação”, diz.
Esse sentimento ganha dimensões ainda maiores depois do parto. A vida da mulher se volta totalmente para aquele pequeno ser, que necessita de todo apoio e carinho nos primeiros momentos de vida.
E essa doação estende-se para o resto da vida, criando situações emocionantes, que definem exatamente o valor do amor maior, o amor incondicional.
Gildete Bondesan Bernardi sabe muito bem o que é vivenciar situações limites em nome do amor pelo filhos.
Quando tinha 21 anos, ela engravidou do segundo filho. Devido a uma série de intercorrências na gravidez, o menino Darcy Bernardi Neto nasceu com várias dificuldades: fissura labial, problema de audição e falta de um dos pavilhões auditivos. “Foi bem complicado aceitar essa situação. Eu era muito nova e achei que não daria conta daquela situação”, diz.
Passado o desespero inicial, Gildete percebeu que a revolta não ia levá-la a nenhum lugar. “Resolvi enfrentar tudo o que estava acontecendo e passei a agir para tentar melhorar a vida do meu filho.”
Ela conta que tinha muito medo do menino sofrer preconceito por causa de seus problemas de saúde. “Eu não queria que ele fosse rejeitado pela sociedade”, lembra.
Logo nos primeiros dias de vida, Bernardi Neto deu início a uma maratona de tratamentos que iria dar condições a ele de levar uma vida normal e cheia de entusiasmo.
Foram dezenas de cirurgias, sempre tendo ao seu lado a mãe. “Eu sempre fui muito presente no tratamento dele”, afirma.
Por conta disso, Gildete deixou de lado a sua realização profissional e teve sua vida totalmente voltada para o desenvolvimento dos filhos, principalmente do segundo. “Fiz a opção de ser mãe”, frisa.
Hoje, olhando para trás, Gildete diz que foi a melhor coisa que ela fez na vida. “Tenho uma recompensa muito grande. O Neto hoje é independente, é formado, leva uma vida normal, como qualquer outra pessoa, e me dá muitas alegrias”, salienta.
Para Gildete, ninguém conseguiria cuidar dele como ela cuidou. “Além disso, ele foi o meu melhor professor. Me ensinou o que é a vida.”
Bernardi Neto tem 25 anos, é dentista e músico autodidata. De tanto empenho no tratamento do filho, Gildete é hoje a presidente da Sociedade de Promoção do Fissurado Labiopalatal (Profis), entidade de apoio aos pacientes carentes do Hospital de Reabilitação das Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP). Além dele, ela tem outros dois filhos, Cristiano, 28 anos, e Amanda, 23 anos.
Fonte: Aqui |
Editado por
Amor de Filho
|
ENVIE SUA MENSAGEM
|